terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O “ESCONDE-ESCONDE” DE DEUS...

21Naquela mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado. 22Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 23E voltou-se para os seus discípulos, e disse: Ditosos os olhos que vêem o que vós vedes, 24pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.


O “ESCONDE-ESCONDE” DE DEUS...

Deus faz como a brincadeira de “esconde-esconde” conosco, mas não é por brincar ou desprezar a nossa inteligência, antes é uma oportunidade para nos aguçar o sentido (da fé)..



É neste sentido que Lucas nos apresenta um Jesus que agradece a Deus sobre o fato de esconder o mistério dos sábios e permitir (pelo sentido, pelo aguçamento da fé) que os pequenos possam saber de Deus bem melhor, pois podem reconhecer a beleza do oculto sem a angústia do precisar saber mais...
Estamos na espera, o que esperamos? Como o povo judeu queremos um Rei – portanto nascido nobre – que venha com o poder dos homens? Queremos o mágico senhor que surge do nada em um carro de fogo e que instantâneamente degola e trucida os inimigos e muda tudo sem que participemos de sua vitória? Ou queremos um Deus oculto que – surpresa! – descobriremos no mais fundo do nosso coração.



Olhemos para a cena do Natal, o pequeno ali no centro, todos convergendo para Ele. Humilde, em uma mangedoura (é um cocho, um tosco objeto que serve para alimentar os animais) sem conforto material, mas cercado de muito aconchego de seus pais, dos pastores e animais e – principalmente – dos anjos do céu a lhe glorificar antecipadamente.



Se, de um lado, a festa natalina nos atinge os olhos com tantas luzes e enfeites colocados em toda a cidade e em tantas casa (aspecto social), do outro é necessário que esteja bem escondido em nós (aspecto individual) como forma de se fazer um momento profundo e de não se perder a grande oportunidade do momento.



O momento, aliás, é sempre o grande presente entregue por Deus a cada um de nós, pois é o tempo cronológico (humano, no qual se desenvolve os fenômenos materiais) que se vive e que se encontra (quando sabemos orar, meditar, contemplar e amar) com o Eterno (kairós, o tempo de Deus.



Vamos pensar bem, entre um piscar e outro das pequenas lâmpadas que marca o pulsar do tempo, o que há? Escuridão? Não? Mas, o tempo oculto de Deus, a eternidade que se esconde entre um quando e outro.



Precisamos deixar em nossos corações – humildes como uma mangedoura de Natal – que este mistério se apresente (venha, o sentido do Advento) e que possamos sentir (a religião é sempre uma oportunidade para os sentidos) em cada um de nós o nascer deste que é o Rei dos reis, que é o nosso único e verdadeiro Salvador!


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